Trabalhar com o que ama não é tudo?

a27Essa discussão está presente toda vez que falamos de satisfação profissional, o que sempre resvala na satisfação pessoal, indiscutivelmente. Não frequentemente estamos de bem com nossa vida profissional. Podemos amar o que fazemos, ganhando bem a partir dele e não ter vida própria, ou não estar nada satisfeito com o emprego em determinada empresa, achando que merecia algo melhor, mas se sentindo, de certa forma confortável, seguro, que traduzindo quer dizer ser feliz, mas nem sempre realizado com a função que você exerce e que pode continuar desempenhando até, quem sabe, a aposentadoria chegar.

Há muitas histórias em relação à felicidade no trabalho. Já vimos casos de pessoas que estudaram anos para passar em concurso público que para eles  seria o auge da carreira e de estabilidade, mas quando estão lá – no cargo tão sonhado, percebem que, de repente, não é tudo aquilo que se pensava. O salário até que é bom, mas o prazer em levantar da cama para ir trabalhar, não é lá essas coisas...

No mês passado, a Exame trouxe uma matéria bastante criticada nas redes sociais intitulada “5 razões pelas quais ‘faça o que ama’ não é a solução”, onde enfatizou que nem sempre a escolha por aquilo que realmente se gosta de fazer traz felicidade, o que eles chamaram de uma armadilha.

A matéria traz o lado de quem decide largar o trabalho formal enfadonho e resolve abrir seu próprio negócio, onde impera o desejo de ser seu próprio chefe e de não precisar “bater ponto”, ou seja,  estar no topo, sempre. Com essa perspectiva, geralmente as pessoas se decepcionam, uma vez que ser chefe não é nada fácil, e por causa daresponsabilidade que ser líder traz, acaba tendo que se desdobrar para dar conta das demandas que toda empresa exige.  Aí vem o golpe: vai faltar tempo. Tempo para ter vida própria até a empresa ser grande e estável o suficiente para você contratar pessoas para ficar em seu lugar e nesse tempo, poder respirar mai

s aliviado.

Então fica a pergunta: trabalhar muito, ganhar bem e talvez não ter tempo para mais nada e amar muito tudo isso ou trabalhar para ganhar o nunca suficiente e tentar ser feliz com o pouco?

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Sabemos que o  ideal nisso tudo é se sentir bem por estar sendo útil de alguma forma, e em troca disso ganhar dinheiro. Como disse Charles Schulz: o que fazemos durante as horas de trabalho determina o que temos. O que fazemos nas horas de lazer determina o que somos.

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Comentários   

0 # CILMAR MACHADO 06-05-2014 18:41
Artigo interessante que bem demonstra da necessidade de uma opção de vida, ao decidirmos trabalhar em rádio ou em qualquer outra coisa. O ideal seria o meio termo, isto é, trabalho e lazer de forma equilibrada e dividida. No entanto, fica a dúvida: será que, quem quer vencer realmente, pode se dar a esse luxo? Acredito que o viver a vida numa boa, deve acontecer depois de anos e anos construídos de trabalho e sacrifício.

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